quinta-feira, 10 de abril de 2014
Na UE, crescem críticas à política ocidental para a Rússia
Posição oficial do Ocidente é quase unânime em atribuir a culpa pela escalada do conflito na Ucrânia exclusivamente ao Kremlin. Mas cada vez mais vozes responsabilizam também a Europa por não ter ouvido Moscou.
O alemão Günter Verheugen é considerado um dos observadores mais moderados dentro da União Europeia (UE). Durante dez anos ele foi comissário do bloco e conhece bem o cenário da política internacional e a fina nuance da diplomacia. Mas suas recentes declarações sobre a crise na Crimeia não foram nada diplomáticas.
O social-democrata disse que o Kremlin está apenas defendendo seus interesses e atribuiu parte da culpa da escalada do conflito a Washington e Bruxelas. E ele não está sozinho nessa visão – um número cada vez maior de vozes dentro da UE sugere que houve omissão do Ocidente em relação à política para Moscou. O tom comum: a Rússia deveria ter sido ouvida mais cedo.
Compreensão para com as atitudes da Rússia é algo novo na Europa. Em qualquer crise de relacionamento sempre chegue a hora de apontar culpados, mas, no caso do Ocidente e da Rússia, os papéis pareciam estar claramente definidos.
Falta de debate
Tanto em artigos de revistas quanto em reportagens na TV, no rádio ou na internet, a opinião da mídia ocidental é unânime: Putin é o culpado por toda a desordem. Porém, há importantes vozes na Alemanha que não querem se deixar influenciar pela opinião pré-estabelecida da maioria.
Além de Verheugen, o vice-presidente da União Democrata Cristã (CDU, partido da chanceler federal Angela Merkel), Armin Laschet, é uma dessas vozes. No jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung, ele falou de um "populismo anti-Putin simplista" na opinião pública alemã e criticou que, no país, não existiria uma cultura de debate sobre a política externa.
Laschet afirmou ainda que o Ocidente está muito focado em si. "Mesmo que o referendo na Crimeia e a política russa para a península sejam uma violação clara do direito internacional, é preciso saber se colocar no lugar dos interlocutores quando se quer cultivar uma relação de política externa."
O diretor do Fórum Russo-Alemão, Alexander Rahr, diz que a situação na Rússia foi completamente subestimada. E ele aponta principalmente para o comportamento do Ocidente frente ao movimento da Praça Maidan, que culminou na queda do presidente Viktor Yanukovytch.
"De fato o Ocidente apostou claramente na oposição, na crença de que se tratava de uma revolução democrática", afirma. No entanto, o fato de a revolução não ter sido impulsionada somente por forças democráticas já havia ficado claro no papel de liderança que o partido Svoboda teve nos protestos.
Verheugen vê a participação do partido no governo da Ucrânia como uma absoluta quebra de tabu. O Svoboda mantém laços estreitos com o partido alemão de extrema direita NPD, de viés nazista. De acordo com o ex-comissário europeu, foi um erro fatal "deixar que, pela primeira vez neste século, ideólogos nacionalistas, fascistas de verdade participassem de um governo". Ele afirma que o partido representa o ódio: perante os judeus, os poloneses e não menos perante os russos.
Para esclarecer o que chama de falsa moral da União Europeia frente às forças nacionalistas, Verheugen fez uma comparação com o Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ). Com palavras de ordem populistas de direita, a legenda embaralhou a política europeia no final da década de 1990.
"Em comparação com o Svoboda na Ucrânia, o FPÖ de Haider [político austríaco morto em 2008] é uma brincadeira de criança", afirmou. Na época, a União Europeia impôs sanções à Áustria quando o FPÖ entrou no governo. Na Ucrânia, disse Verheugen, o Ocidente não somente apoiou, como também aplaudiu.
Crise anunciada
Não surpreende, portanto, que o Kremlin reaja com irritação. Para Laschet, a opinião pública de governos ocidentais se baseia principalmente na falta de conhecimento da outra parte: "A demonização de Putin não é uma política, mas um álibi para a falta dela", disse Verheugen ao FAZ. Seja nas negociações para o acordo de associação, seja no apoio ao movimento Maidan – segundo Verheugen, principalmente na fase inicial do conflito, o Ocidente falhou em não conversar com os russos.
O comportamento de Moscou não é de todo surpreendente. Há anos existem sinais de que a Rússia não iria tolerar uma forte ligação da Ucrânia com o Ocidente. Já na Conferência sobre Segurança de Munique, em 2007, Putin traçou uma linha vermelha quanto à admissão da Ucrânia na Otan. Rahr adverte que o Ocidente deve ser mais cauteloso quanto às suas futuras tentativas de aproximação com a Ucrânia
"A Ucrânia precisa urgentemente de um status de neutralidade, que seja aceito tanto pelo Ocidente quanto pela Rússia. Caso contrário, o conflito não será resolvido", disse Rahr. Verheugen, por sua vez, advertiu sobre uma nova era glacial na Europa se a espiral dos conflitos continuar a ser girada.
MENOS CADEIA, MAIS JUSTIÇA
Adotado à direita e à esquerda, reforçado pelo pensamento conservador e por movimentos emancipatórios, o punitivismo enjaula o debate público sobre segurança e defesa de direitos
Marta Rodriguez de Assis Machado*
Vivemos em tempo de expansão do direito penal. A estratégia de regulação da vida por meio do crime e da pena é praticamente onipresente. É assim que regulamos fenômenos dos mais diversos: do tráfico de drogas ao crime tributário; do furto de um pacote de bolachas no mercado a grandes esquemas de corrupção; da fraude financeira à violência doméstica; da poluição à homofobia. Essa lista poderia seguir indefinidamente, trazendo fenômenos totalmente distintos, com níveis de complexidade dos mais variados, todos tratados da mesma forma: definição de um crime, sob ameaça de pena de prisão. Se estivéssemos falando de doença, seria o mesmo que afirmar que há um único e singular remédio para toda a sorte de problemas. E, pior, um remédio sobre o qual não há qualquer evidencia de que seja eficiente, mas que já sabemos que tem muitos efeitos colaterais. Parece nonsense, mas é assim mesmo que caminhamos na construção das nossas políticas públicas.
Exemplo de Artigo
A ditadura que sobreveio ao golpe de 1964 produziu 426 mortos e desaparecidos. A maioria das mortes "oficiais" foi justificada por um artifício do regime militar: uma medida administrativa designada auto de resistência, ou resistência seguida de morte. Era o salvo-conduto para que policiais matassem opositores: o simples registro de um auto de resistência relegava a investigação às gavetas.
Cinquenta anos depois, o ato administrativo continua intocado e é considerado legítimo por autoridades policiais e judiciárias. Hoje, na mira da arma policial está, em maioria, uma população civil jovem, negra e sem antecedentes criminais.
O auto de resistência é um entulho da ditadura cuja motivação, antes política, passou a ter viés social. Em abril de 2008, ao justificar o assassinato de nove pessoas pela Polícia Militar na favela de Vila Cruzeiro (Rio), o coronel Marcus Jardim assim expressou a filosofia que norteia esses assassinatos: "A PM é o melhor inseticida social". A ideia que legitima a ação de maus policiais é a de que pobreza, cor da pele e criminalidade são sinônimos. A sociedade incorporou esses preconceitos –ou os preconceitos da sociedade contaminaram as polícias?
O relatório "Segurança: Tráfico e Milícia no Rio de Janeiro" examinou 12.560 autos de resistência na década de 1990 e concluiu: todas as mortes em ações policiais ocorreram nas favelas; 65% dos assassinados levaram pelo menos um tiro nas costas ou na cabeça, o que permite concluir que foram sumariamente executados. Os mortos foram sentenciados num julgamento em que o policial é o juiz e o carrasco.
Entre janeiro de 2010 e junho de 2012, 2.882 pessoas foram mortas pela polícia no Rio, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo, numa média de três por dia –no ano passado, chegou a cinco.
Os Estados Unidos, no mesmo período, tiveram 410 desses casos. Em Nova York, a polícia atirou em 24 pessoas e matou nove em 2011. Naquele ano, o Rio teve 283 mortos por policiais; em São Paulo, 242.
Em 2012, eu e os deputados Fabio Trad (PMDB-MS), Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) e Miro Teixeira (Pros-RJ) apresentamos à Câmara o projeto de lei nº 4.471. Ele acaba com o auto de resistência, obriga a preservação da cena do crime, a perícia imediata e a coleta de provas e define a abertura de inquérito. Fica vetado o transporte das vítimas em "confronto" com os agentes, que devem chamar socorro especializado.
O Estado de São Paulo, no ano passado, tomou medidas para coibir a violência policial, em resposta à elevação constante das mortes em autos de resistência. Em 2012, o Estado registrou 546 mortos, contra 439 em 2011.
Relatório da ONG "Human Right Watch" registrou que, em 2012, 95% das pessoas feridas em confronto e transportadas por policiais morreram no trajeto ou no hospital. No início de 2013, o governo proibiu o registro dos autos de resistência e impediu que os policiais socorressem as suas vítimas. Em um ano, foi registrada queda de 39% dessas mortes no Estado e 47% na capital.
A aprovação do projeto de lei estenderá as medidas tomadas por São Paulo ao país. Será um tiro de morte em um dos mais perversos entulhos que o país carrega da ditadura, a licença para matar.
PAULO TEIXEIRA, 52, advogado, é deputado federal pelo PT de São Paulo
http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/02/1419039-paulo-teixeira-fim-a-pena-de-morte.shtml
O reacionário está na moda
Não foi surpresa que logo após o comentário em que deu status de legítima defesa a justiceiros, a jornalista Rachel Sheherazade tenha tido a oportunidade de escrever artigo no espaço mais nobre de um grande jornal.
Foi vociferando a altos brados, contra todas as formas de ‘esquerdismo’, sem sutilezas nem decoros, que Reinaldo Azevedo ganhou o status de colunista nesse mesmo diário.
Lobão foi guindado a uma revista semanal depois que minimizou a tortura dos anos de chumbo, desprezando quem se disse vítima por ter tido “umas unhazinhas arrancadas”.
Diogo Mainardi pulou da revista para a TV a cabo, apelidando semanalmente o presidente de anta.
Até humoristas que se orgulham de ser politicamente incorretos, sobretudo com o mais vulnerável, vêm emplacando programas próprios na telinha.
Se alguém ainda tinha dúvidas, elas estão sendo dissipadas: o reacionário está definitivamente na moda.
Não há veículo da grande imprensa que não tenha hoje um ou mais comentaristas dispostos a tirar o espectador da ‘zona de conforto’, e destilar o mais profundo catastrofismo, enquanto estimulam a ira e desprezam a dignidade humana em nome de uma hipotética Constituição de um único artigo: a liberdade de expressão absoluta.
Tamanha reação do conservadorismo extremo, pelos novos ícones da classe média, poderia indicar que, de alguma forma, o país anda no caminho certo.
Nenhuma redução de desigualdade, seja ela econômica, social, racial, de gênero ou orientação sexual, passa incólume à reação. Tradição e privilégios jamais se rendem sem resistência.
Mas há dois componentes neste jogo que complicam a equação e nos aproximam da intolerância.
Primeiro, o fato de que o catastrofismo sem limites, o derrotismo por princípio e o esforço de detonar o Estado de todas as formas e sob todas as forças, produz uma inequívoca sensação de que estamos sempre à beira do abismo. Mesmo quando evoluímos.
A estabilidade política é desprezada, sufocada pela ideia que resume toda política em corrupção –mas que, inexplicavelmente, considera o corruptor apenas uma vítima do sistema que patrocina.
Todo mal reside nos políticos, nos partidos, enfim no Estado –nunca no mercado ou nos mercadores.
A maior autonomia dos órgãos de investigação e a independência dos operadores do direito, somadas ao fim da censura, têm ligação direta com esse mal-estar da liberdade: a democracia não é pior porque produz mais monstros, apenas mais incômoda porque é impossível escondê-los.
O derrotismo desproporcional, que remete toda e qualquer política à vala comum, acaba por conferir a violência foros de alternativa.
A criminalização da política é, assim, uma poderosa vitamina da intolerância. E seus responsáveis são justamente aqueles que mais bradam contra a violência que ao mesmo tempo estimulam.
Mas não é só.
A política também tem perdido seu prestígio por estar sendo sepultada pelo fator eleitoral.
O pragmatismo sem freios destroça ideologias, pensamentos e valores e é um consistente obstáculo ao avanço civilizatório. Quando o poder é mais relevante que a política, os fins sempre servem para justificar meios.
A rendição à pauta religiosa, de governos e oposições, é um sintomático reflexo desse excesso de pragmatismo que comprime o espaço republicano.
A submissão rala à pauta punitiva, que ameaça inserir o país na lógica de um Estado policial, é outro indício. Como o instrumento penal é sempre seletivo, mais repressão significará mais desigualdade.
Esvaziar a política nunca é uma tarefa prudente, menos ainda quando o canto da sereia do reacionarismo está cada vez mais afinado.
Há 50 anos, nossa democracia foi estuprada por militares que deram um golpe, civis que o financiaram e reacionários que o justificaram, inclusive e fortemente na imprensa.
Que a efeméride, ao menos, nos mantenha vigilantes.
http://terramagazine.terra.com.br/blogdomarcelosemer/blog/2014/02/19/o-reacionario-esta-na-moda/
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
Depoimento de Gustavo Lopes - Diretor da SIEM

O NUMOSES, Núcleo de Modelismo e Simulações Estudantis, é um projeto inovador por alguns aspectos. Primeiramente, como nunca antes foi visto na história da modelândia, uma escola revela uma preocupação com uma vertente escolar pouco explorada até então. A maioria esmagadora das escolas se preocupa em mecanizar o aluno a estudar do modo tradicional, onde o professor assume uma figura quase que divina, dono da verdade absoluta e o que ele diz é tido como dogma. O Sidarta, no entanto, mostra possuir uma ótica diferente. Pelo que pude ver até então, a relação entre alunos e professores vai muito além da velha tradição do "eu explico e você escuta". No colégio Sidarta, a relação é dinâmica, onde professores e alunos trocam informações a todo momento, onde ambos aprendem. Os alunos são demasiadamente dotados de senso crítico sobre os aspectos sociais, políticos, econômicos, culturais, entre outros, que envolvem o mundo hoje. Portanto, a criação de um núcleo como o NUMOSES em um colégio nestas condições, não surpreende a mim, na realidade. O colégio se preocupa com o aspecto humano na formação de jovens cidadãos. E a grande sacada do colégio foi perceber que eles podem ter nas simulações uma diversão, mas ao mesmo tempo, uma forma rica de aprendizado sobre as disciplinas de geografia, história, sociologia, filosofia, direito, economia, antropologia, ciências políticas, relações internacionais, entre inúmeras outras áreas. Outro aspecto positivo que vale a pena ser ressaltado é que, ipsis litteris, o Sidarta está preparando os seus alunos para o mundo. Tornando as simulações como uma disciplina formal, o colégio se propõe a ensinar uma série de questões para os alunos como vestimenta de trabalho, respeito aos horários, aprender a trabalhar em grupo, saber se portar em público, treinar o dom da retórica e sabendo os limites de convencimento e persuasão, bem como até onde podemos ir para conquistar o que almejamos. Concluindo, o NUMOSES é um projeto deveras interessante pelos inúmeros aspectos levantados nessa produção textual, sendo impossível destacar um responsável pelo sucesso do mesmo. O NUMOSES é feito por alunos e professores e destacar alguém nesta relação seria minimamente injusto. Portanto, data máxima vênia aos colégios que optam por não utilizar essa metodologia de ensino, o Sidarta com o NUMOSES sai na frente dos demais na busca de formação de verdadeiros cidadãos que irão contribuir de modo positivo para a sociedade.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Depoimento da aluna Renata Rampazzo
Relatando, observando, testemunhando, noticiando tudo o que se passa; durante as sessões, fora delas, nos corredores, nos comentários, nas críticas e principalmente nas atitudes da mesa diretora, há uma história de interesses, conveniências e convenções humanas, pronta para ser escrita, seja ou não sob o ponto de vista do jornalista. Minha visão de mundo, após tal (ou tais) experiência (s) sofreu um baque que lhe ampliou o tamanho e a perspectiva. E é claro que a empolgação vem de brinde, junto a isso tudo...
terça-feira, 26 de março de 2013
Depoimento de Gustavo Arbex
"Vou falar a verdade: não é fácil participar dessas simulações. Não é fácil acordar cedo no feriado, não é fácil dominar a política externa de um país e passar 3 ou 4 dias debatendo. Mas compensa. Vale a pena passar um feriado debatendo, conhecendo pessoas novas e aprendendo coisas que não se aprende na escola e que vão fazer diferença no futuro.
Por mais estranho que pareça, é verdade, e eu posso dizer isso por experiência própria. Apesar do frio na barriga no começo, há o calor das discussões e a satisfação de chegar a uma resolução.
Mesmo que você não ganhe nenhum prêmio, a diversão, a convivência e o aprendizado, além dos coffee-breaks. Vale muito a pena ir. Quem vai só sai ganhando."
Por mais estranho que pareça, é verdade, e eu posso dizer isso por experiência própria. Apesar do frio na barriga no começo, há o calor das discussões e a satisfação de chegar a uma resolução.
Mesmo que você não ganhe nenhum prêmio, a diversão, a convivência e o aprendizado, além dos coffee-breaks. Vale muito a pena ir. Quem vai só sai ganhando."
domingo, 24 de março de 2013
Depoimento da aluna Maria Julia Lobato Viotti
Quando se ouve uma palestra muito bem dita, quando se vê um político discursando com excelência, é natural pensar que o dom da oratória vem naturalmente para poucos felizardos, coisa que não é totalmente verdade. É raro conhecermos uma criança ou adolescente que não tenha absolutamente nenhuma vergonha de falar em público. Eu, por exemplo, sempre tive muita. Por isso que é muito interessante colocar em prática a habilidade de falar. Não só falar em público, sem nenhum objetivo, mas se unirmos a fala com o estabelecimento de uma consciência política sobre determinado assunto, somos capazes de praticar duas aptidões ao mesmo tempo. Por isso mesmo é que as simulações de debates internacionais são a forma mais eficiente de treinar nossa oratória. Pra mim, foi uma experiência incrível que alimentou minha auto-confiança ao discursar em público, além de aumentar minha visão sobre problemas internacionais. Como bônus, você ainda conhece muita gente bacana e divertida.
Depoimento da Aluna Mariana Kronitt
Admiro muito esse trabalho, que exige dos alunos pesquisa e esforço, desenvolve o interesse nas questões mundiais atuais de extre,ma relevância em prol da mudança.
Pelo desenvolvimento de mentes pensantes e interativas no cenário político e social as preparações e simulações trabalhadas no NUMOSES desenvolvem competências importantíssimas na formação de jovens diferenciados e interessados. Os alunos que participam desse projeto se tornam críticos e atualizados, além de aprender a usar isso como instrumento de persuasão e transformação.
. Esse trabalho é um exemplo claro de que o conhecimento adquirido é jamais perdido e é arma forte no combate a ignorância que impede o desenvolvimento nacional.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Fotos da preparação
Depoimento do Aluno Giovanni Fonseca

A sensação de poder participar de eventos tão grandiosos como as simulações propostas pelo NUMOSES é inexplicável. O que posso dizer é que participar dessas simulações para mim é fazer parte de uma parcela da população que apesar de ainda ser pequena tem um poder influenciador enorme. Nelas decisões são tomadas e uma marca é deixada na história. Minha primeira simulação não foi diferente, porém foi realmente impactante, me senti pela primeira vez responsável por algo maior do que eu mesmo, uma nação. Nada na simulação era falso, o compromisso e seriedade foram meus principais aliados. Ao longo do percurso que durou quatro dias bem cansativos, uma grande “avalanche” de desafios deviam ser resolvidos e para isso não existia outra coisa a não ser esforço. O esforço não era algo negativo nem mesmo entediante, era na verdade manter o foco e criar metas para poder melhor tomar minhas decisões. No fim o sentimento era de “quero mais”, queria enfrentar desafios maiores e aprender mais nesses ciclos. Essas são as partes de um processo repetitivo que traz cada vez mais informação para seu repertório e desperta cada vez mais o seu desejo pelo conhecimento. Hoje vejo a importância de transmitir essa ideia, fazendo com que mais pessoas possam sentir o que eu senti e repassar suas próprias experiências para o mundo.
Participar hoje dessas simulações deixou de ser “brincar de gigantes” para realmente entrar no mundo das relações internacionais e “motivar gigantes”.
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